A morte do brigadiano ocorreu na madrugada, quando os policiais paranaenses chegaram a Gravataí para investigar um grupo de sequestradores. Na esquina da avenida Sílvio de Freitas com a ERS 020, entrada do bairro Planaltina, houve o confronto. O gaúcho foi atingido por uma rajada de submetralhadora .40. A perícia constatou que foram efetuados dois tiros com a pistola, de mesmo calibre que a do sargento.
O promotor explicou que, se não denunciar o trio, pode pedir que a Polícia Civil continue investigando pontos considerados não esclarecidos pelo MP ou ainda pedir o arquivamento do caso, concordando com o entendimento do delegado. Dal Molin Flores lembrou que foi ele quem pediu a prisão dos paranaenses no mesmo dia do assassinato. Eles haviam sido liberados pela delegada de plantão em Gravataí. O inquérito investigando a conduta da policial é o único que falta ser concluído pela PC.
Na tarde do mesmo 21 de dezembro, uma segunda equipe de policiais do Paraná foi a Gravataí para continuar as buscas a dois reféns mantidos pelos sequestradores. Próximo à Câmara de Vereadores do município, o cativeiro foi identificado e o delegado gaúcho Leonel Carivali atirou na direção dos criminosos. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch, 50 anos, que morreu. O produtor rural amigo da vítima, Osmar José Finkler, 36, foi libertado. Carivali foi denunciado por homicídio com dolo eventual, que ocorre quando se assume o risco de matar.