Polícia

MP decide em maio sobre denúncia contra paranaenses que mataram PM em Gravataí

Polícia Civil não indiciou ninguém pela morte do sargento Ariel da Silva

O promotor André Luís Dal Molin Flores, do Ministério Público gaúcho (MP), deve decidir até a primeira semana de maio sobre uma possível denúncia contra os três agentes da Polícia Civil do Paraná investigados pela morte do sargento gaúcho Ariel da Silva, em 21 de dezembro do ano passado, em Gravataí. O inquérito foi encaminhado no início do mês pela Corregedoria da Polícia Civil (PC) sem indiciar ninguém. O delegado Paulo Grillo entendeu que houve legítima defesa.

A morte do brigadiano ocorreu na madrugada, quando os policiais paranaenses chegaram a Gravataí para investigar um grupo de sequestradores. Na esquina da avenida Sílvio de Freitas com a ERS 020, entrada do bairro Planaltina, houve o confronto. O gaúcho foi atingido por uma rajada de submetralhadora .40. A perícia constatou que foram efetuados dois tiros com a pistola, de mesmo calibre que a do sargento.

O promotor explicou que, se não denunciar o trio, pode pedir que a Polícia Civil continue investigando pontos considerados não esclarecidos pelo MP ou ainda pedir o arquivamento do caso, concordando com o entendimento do delegado. Dal Molin Flores lembrou que foi ele quem pediu a prisão dos paranaenses no mesmo dia do assassinato. Eles haviam sido liberados pela delegada de plantão em Gravataí. O inquérito investigando a conduta da policial é o único que falta ser concluído pela PC.

Na tarde do mesmo 21 de dezembro, uma segunda equipe de policiais do Paraná foi a Gravataí para continuar as buscas a dois reféns mantidos pelos sequestradores. Próximo à Câmara de Vereadores do município, o cativeiro foi identificado e o delegado gaúcho Leonel Carivali atirou na direção dos criminosos. O tiro atingiu o agricultor Lírio Persch, 50 anos, que morreu. O produtor rural amigo da vítima, Osmar José Finkler, 36, foi libertado. Carivali foi denunciado por homicídio com dolo eventual, que ocorre quando se assume o risco de matar.

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