Conforme o promotor de Justiça André Luis Dal Molin Flores, oito homens – quatro deles ainda foragidos – foram denunciados pela prática dos crimes de formação de quadrilha armada e extorsão mediante sequestro com morte. O grupo, com integrantes gaúchos e paranaenses, vinha cometendo crimes semelhantes no Rio Grande do Sul, atraindo vítimas do Paraná, usando como pretexto a venda de máquinas agrícolas que, na verdade, não existiam.
Além deles, o MP denunciou o delegado Leonel Fagundes Carivali pela prática de homicídio qualificado. No cargo de delegado regional metropolitano, Carivali acabou matando o refém, na operação que "estourou" o cativeiro. Para o promotor, o policial agiu com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
Outros dois delegados e um investigador de Polícia do Paraná, do órgão policial TIGRE, também foram denunciados, por omissão em relação ao crime de extorsão mediante sequestro, por não terem evitado o crime no momento certo.