Conforme a denúncia, assinada pela promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, o bioquímico teria assassinado a esposa, a enfermeira Márcia Cambraia Calixto Carnetti, de 39 anos, a facadas. O crime foi praticado com três qualificadoras: motivo torpe (o autor não aceitava a ideia de separação conjugal e queria vingar-se da vítima por ela tê-lo submetido a acompanhamento psicológico e psiquiátrico), mediante meio cruel (houve inclusive golpes não letais no corpo com o intuito de causar sofrimento) e com recurso que dificultou a defesa da vítima (ela estava dormindo quando houve o ataque).
Ainda de acordo com a denúncia do Ministério Público, na mesma noite Carnetti teria matado o filho, de cinco anos, também a golpes de faca. O crime foi cometido por motivo torpe (já que conforme a promotora, o autor queria vingar-se da esposa através da morte da criança), mediante meio cruel (alguns golpes foram para causar dor ao filho, sem letalidade), com recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava dormindo no momento do crime, e ainda contra um menor de 14 anos.
Na semana passada, Carnetti foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio doloso (com intenção) duplamente qualificado, por impossibilitar a defesa das vítimas e por motivo fútil. Se condenado, o bioquímico pode ser penalizado com até 60 anos de prisão. Por enquanto, ele é mantido no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). Não há data para ele deixar o local e ser transferido ao Presídio Central.