MP denuncia trio por tortura e morte de jovem que cavou sua própria cova em SC

MP denuncia trio por tortura e morte de jovem que cavou sua própria cova em SC

Jovem teria sido obrigada a cavar a própria cova antes de ser morta com dois tiros por um conhecido

Christian Bueller

O corpo foi enterrado no local da execução, em uma cova cavada na areia da praia

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A 2ª Promotoria de Justiça de Imbituba ajuizou ação penal aos três acusados já presos pela morte de Amanda Albach Silva, de 21 anos, no feriado de 15 de novembro do ano passado. A jovem teria sido obrigada a cavar a própria cova antes de ser morta com dois tiros por um conhecido. Dois irmãos e a companheira de um deles foram denunciados por tortura, cárcere privado, homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. A mulher era amiga da vítima.

Segundo a ação penal pública, os três teriam matado a promotora de vendas por acreditarem que ela faria parte de um plano orquestrado por uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas para executá-los. As investigações reuniram provas da autoria e das circunstâncias dos crimes que indicariam a participação dos três na tortura, no cárcere privado, no homicídio da jovem paranaense e na ocultação do seu cadáver.

Na semana passada, o trio teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após pedido da polícia e manifestação favorável do Ministério Público. Um deles já estava preso. A mulher e o homem que estavam livres foram presos em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, nesta semana.

Crime

A vítima saiu do Paraná, onde morava, para passar o feriado da Proclamação da República na casa em que a “amiga” acusada morava com o companheiro e o cunhado, em Santa Catarina. Ao retornarem de uma festa, os três denunciados mantiveram a vítima sob cárcere privado na casa. Das 11h às 19h, além de mantê-la encarcerada, os três a teriam mantido sob a ameaça de uma arma de fogo e infringido intensa tortura mental para que ela falasse sobre a suposta armadilha.

Os dois homens e a mulher teriam amordaçado Amanda e a levado até a praia de Itapirubá do Norte, em Imbituba, onde ela foi morta, com um tiro na cabeça. O corpo foi enterrado no local da execução, em uma cova cavada na areia da praia. A jovem tinha um filho de dois anos de idade.


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