Segundo o promotor Ricardo Herbstrith, que atuou na investigação, os integrantes do PCC buscavam se capitalizar através do tráfico de drogas na região Metropolitana de Porto Alegre e, com esse dinheiro, cooptar mais presidiários ajudando as famílias deles.
Durante as investigações, iniciadas em abril, dois homens foram presos trazendo crack e cocaína do centro do País para ser comercializada em Canoas e Gravataí, o que evitou a expansão do grupo. Além da atuação do MP, o promotor apontou que a filial gaúcha do PCC sofreu resistências das facções criminosas já instaladas no Estado, como a "Bala na Cara". A 10ª Vara Criminal deve agora avaliar as denúncias remetidas pela Promotoria, que espera que os suspeitos sejam isolados em presídios de seguraça máxima.
Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), atualmente tramitando no Congresso, pretende tirar do MP o poder de investigação. Na opinião do promotor Herbstrith, a instituição não é melhor que as polícias, mas por atuar de forma diferenciada deve ter o direito de investigação mantido.