Polícia

MP pede que Justiça proíba jovem que agrediu PM de participar de manifestações

Rapaz de 21 anos chutou cabeça de soldado em Caxias

Rapaz de 21 anos chutou a cabeça de um policial durante abordagem
Rapaz de 21 anos chutou a cabeça de um policial durante abordagem Foto : YouTube/ Reprodução / CP
O Ministério Público (MP) pediu à Justiça que proíba o jovem que chutou a cabeça de um policial militar (PM) durante protesto em Caxias do Sul, na Serra, de participar de novas manifestações. O rapaz de 21 anos foi preso em flagrante por tentativa de homicídio contra o soldado Christian Pretto, 32 anos, em protestos contra o impeachment e o governo Temer. O jovem foi detido na madrugada de 1º de setembro, mas horas depois recebeu liberdade provisória. O pedido de medida cautelar está sendo analisado pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Caxias.

• Brigada Militar irá investigar conduta de PMs na manifestação em Caxias
• Confira o vídeo da agressão publicado em uma rede social

No documento, a promotora de Justiça Silvia Regina Becker Pinto solicita “a proibição de acesso ou frequência dele em manifestações públicas de natureza política ou quaisquer outras que sejam, de regra, acompanhadas pela Brigada Militar, devendo permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações, e a determinação de remoção de redes sociais às quais pertença de toda e qualquer manifestação de instigação de confronto e violência, assim como de se abster de fazer inserir publicações da mesma natureza, pena de as medidas cautelares serem convertidas em prisão preventiva”. O MP anexou ao pedido dois vídeos de câmeras de vigilância da rua rua Doutor Montaury que mostram o início da abordagem e um homem, que seria advogado, agredindo com uma cabeçada um policial.

“Fomentou ambiente de beligerância com potencial enorme de criar conflitos graves, em desdobramentos, inclusive em momento político em que, não obstante o direito de livre manifestação (desde que pacifica), inclusive em massa, os ânimos têm estado extremamente exasperados e o sangue à flor da pele”, escreveu Silvia Regina no pedido à Justiça.