Macedo relatou ainda que, antes de atuar na Casa Militar do Palácio Piratini, Carvalho estava lotado em Canoas, onde participou de operações de desmantelamento de casas de jogo de azar. Até então, o trabalho do policial era considerado exemplar.
Pela manhã, o promotor divulgou uma lista de nomes acessados pelo policial, na qual constam a governadora Yeda Crusius, o ex-ministro Tarso Genro, além de outros políticos, policiais militares, jornalistas e advogados. A Brigada Militar informou que os dados acessados pelo sargento – como número de documentos e endereços – não eram sigilosos.
A corregedoria do órgão, entretanto, abriu hoje um Inquérito Policial-Militar (IPM) para investigar as informações acessadas pelo militar, que deve ser concluído em até 40 dias. As investigações podem determinar a expulsão de Carvalho, preso desde a semana passada. Segundo o MP, o sargento acessava o sistema mais de mil vezes por semana.
O Ministério Público investiga se as informações privilegiadas poderiam servir para extorquir contraventores. Entre os dados acessados, constam fotos de familiares e mesmo crianças filhas das pessoas citadas na lista. O promotor não descarta que as informações pudessem ser utilizadas até mesmo para sequestros, mas enfatizou que as investigações ainda são preliminares para chegar a tal conclusão.