O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) negou, nesta quinta-feira, um pedido de habeas corpus para a advogada Adriana Villela, suspeita de obstruir as investigações para esclarecer o assassinato do próprio pai, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela. Adriana e mais quatro pessoas foram presas na terça-feira pela morte de Vilella, da esposa, Maria Carvalho, e a empregada, Francisca Nascimento. Entres os detidos, há dois gaúchos: a suposta vidente Rosa Maria Jaques e o marido dela, João Torquato Jaques.
O casal foi preso no Rio Grande do Sul e levado, nesta semana, a Brasília. Segundo informações repassadas à Justiça, Rosa Maria foi a uma delegacia, espontaneamente, para dizer que tinha a "missão" de colaborar e deu o nome das pessoas que, segundo ela, estavam com a chave do local do crime. Apesar de a gaúcha ter dito não conhecer a filha do casal assassinado, a polícia concluiu que a suposta vidente havia se encontrado com Adriana Villela, e recebeu orientações sobre o que dizer no depoimento.
As três vítimas receberam 73 facadas dentro do apartamento em que moravam, num bairro nobre de Brasília. Os corpos só foram encontrados três dias depois. Adriana e o irmão, Augusto Villela, são os herdeiros da fortuna em imóveis, ações e investimentos do pai. As investigações indicam ainda que Adriana tinha conflitos financeiros com os pais, principalmente com a mãe, conforme apontam duas cartas apreendidas no escritório do casal.
Negado habeas corpus a filha de ex-ministro do TSE assassinado
Dois gaúchos, uma suposta vidente e o marido dela, foram presos por envolvimento com o crime