A Polícia Civil pretendia esclarecer se Luciana realizou o crime com auxilio de alguma pessoa ou se foi recompensada pelo sequestro. A Justiça, porém indeferiu o pedido alegando ser ‘desnecessária’ a solicitação.
Em depoimento, Luciana Brito informou que cometeu o crime sozinha, que perdeu um bebê e ainda se sentia grávida e que queria uma criança para cuidar. Segundo a mulher, que já é mãe de cinco filhos, um aborto espontâneo ocorreu. A investigação, porém, ainda espera um resultado da perícia para comprovar essa tese.
Nesta quarta-feira, uma outra decisão da Justiça determinou a transferência de Luciana da Penitenciária Madre Pelletier para o Hospital Espirita de Porto Alegre. O Judiciário sustenta que ela sofreu uma tentativa de homicídio, do ex-companheiro, e por isso, precisa de auxílio psiquiátrico. O período de internação pode ser revisto, em 30 dias.
Em 24 de junho, Luciana se passou por enfermeira e levou a recém-nascida Bárbara Casagrande de um quarto onde havia sido deixada com a mãe, na Santa Casa. A menina foi localizada nove horas após o crime, na residência em que vivia na zona Sul de Porto Alegre. Ela foi indiciada por sequestro e carcere privado qualificado. Câmeras de segurança flagraram o momento em que a criminosa deixou a unidade hospitalar com a criança no colo, ingressando em um táxi.
Em função do crime, a Santa Casa informou que vai rever os sistemas de segurança, ainda na primeira quinzena de julho. A Maternidade Mário Totta deve usar como exemplo a estratégia adotada no Hospital da Criança Santo Antônio, onde todas as pessoas, para ingressar no local, devem apresentar documento com foto.