Polícia

Oficial aposentado da BM é condenado por morte de três pessoas em acidente no Vale do Rio Pardo

Conforme a denúncia, o tenente-coronel da reserva estava embriagado quando colidiu contra veículo na pista contrária

Familiares e amigos das vítimas pediram por condenação do réu
Familiares e amigos das vítimas pediram por condenação do réu Foto : MPRS / Reprodução / CP

Um tenente-coronel aposentado da Brigada Militar foi condenado pelo homicídio de três pessoas da mesma em um acidente de trânsito ocorrido no dia 14 de novembro de 2014, no Vale do Rio Pardo. A sentença estipulada em Tribunal de Júri foi de 12 anos de reclusão. Ele poderá recorrer em liberdade.

O julgamento se estendeu das 9h30min às 20h de segunda-feira, no Foro da Comarca de Vera Cruz. A sessão foi presidida pelo juiz Guilherme Roberto Jasper, titular da Vara Judicial. Além do interrogatório do acusado, foram ouvidas duas vítimas sobreviventes e duas testemunhas de defesa.

Além dos três homicídios, o réu também foi condenado por uma lesão grave e outra gravíssima em relação aos sobreviventes do acidente. Isso porque um dos envolvidos na tragédia ficou com sequelas permanentes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do RS (MPRS), o oficial da reserva estava embriagado e colidiu o carro que conduzia com outro, que vinha na pista contrária da RS 287, em Vale do Sol. A colisão matou Hugo Morsch, de 78 anos, Herta Glicéria Morsch, 75, e a filha deles, Vitória Terezinha Morsch dos Santos, 49. As outras duas pessoas que ficaram feridas são o marido de Vitória, e uma das filhas do casal que tinha 13 anos na época dos fatos.

A promotora Maria Fernanda Cassol Moreira, responsável pela acusação em plenário, afirmou que o MPRS vai recorrer para aumentar a pena do condenado. "A nossa expectativa foi atendida, apesar da possibilidade de recurso, mas, esta família, que esperou por muitos anos pela punição do acusado, pode ver a justiça ser feita em plenário. Lembrando que, durante o júri, houve uma manifestação silenciosa de protesto por parte de familiares das vítimas", disse a promotora.

A reportagem entrou em contato com o advogado de defesa do oficial da BM aposentado mas, até o momento, não houve resposta. O espaço permanece aberto.