A Operação Nomadismo, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Previdência Social, pode ter identificado a ponta do iceberg de uma quadrilha que vinha fraudando o Instituto Nacional do Seguro (INSS). Até o momento, foram contabilizados cerca de R$ 4 milhões em valores desviados, mas, segundo o delegado Marcelo Fernando Bórsiom, a soma pode chegar a R$ 40 milhões.
“Das 17 pessoas ouvidas, 12 já foram indiciadas. Há pelo menos dois servidores [públicos] envolvidos no caso”, informou o delegado. De acordo com ele, de janeiro a maio de 2010, os fraudadores enviaram informações falsas ao INSS, principalmente por meio de Guia de Recolhimento do FGTS (Gfip) fraudulentas, a fim de criar qualidade de segurado a quem não trabalha em nenhuma empresa. Foram cerca de 5,2 mil guias fraudulentas, detalhou Bórsiom. Segundo o delegado, o valor de cada benefício era de até R$ 3,5 mil. Entre os benefícios concedidos irregularmente estão os de aposentadoria, em especial por incapacidade, e seguro-desemprego.
A Polícia Federal entrou no caso após denúncias que detalharam o modus operandi dos fraudadores. A PF cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de condução coercitiva. As investigações tiveram início em 2010. Desde então, foi feito um mapeamento das ações dos investigados. A operação contou com a participação de 130 policiais e o reforço de analistas do ministério.
Operação da PF desvenda fraude que pode ter desviado R$ 40 milhões do INSS
Há pelo menos dois servidores públicos envolvidos no caso