A secretaria informou que as negociações com os detentos foram retomadas hoje às 6h e estão sendo feitas pela Administração do Sistema Prisional. A unidade, que deveria abrigar 210 pessoas, está com lotação acima da capacidade, com mais de 600 presos.
O tumulto começou depois que uma mulher, que visitava o marido, foi barrada durante a revista na portaria. Ele protestou e teve início uma confusão. Os presos não deixaram os visitantes saírem da penitenciária.
Um funcionário do presídio, que pediu anonimato, disse que o que houve foi um desentendimento entre os detentos. "Não é uma rebelião", afirmou, acrescentando que as celas não foram depredadas nem incendiadas.
Os detentos querem que o horário de visitas seja ampliado até as 16h. Hoje, o horário termina às 15h. Além dessa reivindicação, os presidiários querem ter celulares, segundo a Polícia Militar, que também evitou falar em rebelião e confirmou a morte de dois detentos.