Polícia

PF combate crimes ambientais no RS e em mais oito estados, além do DF

Operação "Crátons" é desdobramento da Lava Jato

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira a operação Crátons para combater a prática de crimes ambientais ligados à extração e comercialização ilegal de diamantes das terras dos índios cinta-larga, em Rondônia. De acordo com a PF, a investigação - desmembramento direto da operação Lava Jato - ocorre em nove estados e no Distrito Federal. Além do DF, os mandados estão sendo cumpridos em Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, e São Paulo. 

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Os agentes cumprem 90 mandados judiciais, entre eles de prisão preventiva, busca e apreensão, condução coercitiva, além de intimações para comparecimento a oitivas. A Justiça Federal também determinou o sequestro de um imóvel, bem como do dinheiro encontrado nas contas dos principais investigados para o ressarcimento dos danos ambientais praticados. A PF concede entrevista coletiva, nesta manhã, para detalhar a operação.

As investigações apontaram que uma organização criminosa formada por empresários, advogados, comerciantes, garimpeiros e indígenas era responsável por financiar, gerir e promover a exploração de diamantes no chamado Garimpo Lage, que fica no interior da Reserva Indígena Parque do Aripuanã e de usufruto dos indígenas da etnia Cinta Larga.

Os investigados responderão por crimes como extração de recursos minerais sem autorização do órgão competente, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A operação foi batizada de crátons em uma referência às estruturas geológicas que dão origem à formação dos diamantes.