O pavilhão estava fechado e com o alarme ligado. A empresa responsável pelo sistema foi chamada para desligá-lo, pois não havia ninguém no local. Segundo o delegado Mário Luiz Vieira, ao entrarem no depósito, os policiais ficaram surpresos com a existência de milhares de processos judiciais arquivados, além de armas como fuzil, escopetas com silenciadores e espingardas calibre 12.
O delegado não acredita na existência de documentos do armamento. Segundo ele, agora o advogado deve ser investigado por outros crimes, como contrabando de armas e munições de uso restrito, mas a polícia ainda faz o levantamento do material apreendido no depósito.
O advogado tem prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele é suspeito de liderar uma quadrilha desarticulada em 21 de fevereiro durante a Operação Carmelina, desencadeada pela PF. A quadrilha é acusada de lesar mais de 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul com valores superiores a R$ 100 milhões. O grupo ajuizava ações contra a Brasil Telecon e, nos casos em que obtinha vitória, não repassa os valores aos clientes ou pagava uma quantia bem inferior ao determinado pela Justiça.
O advogado estaria foragido nos Estado Unidos com a mulher e outros familiares. Ele, inclusive é procurado pelo FBI – a polícia federal americana.