Polícia

PF investiga suspeita de fraude de R$ 48 milhões no INSS

Ação foi deflagrada em março em nove cidades gaúchas e três catarinenses

A Polícia Federal (PF) informou nesta segunda-feira que chega a R$ 48 milhões o valor pago pela Previdência Social com suspeita de fraudes envolvendo quadrilha investigada pela Operação Blindagem II. A PF estima que a maior parte do montante tenha sido concedido indevidamente pela obtenção de benefícios através da utilização de atestados médicos falsos. Um médico, dois advogados e um despachante previdenciário já foram indiciados por envolvimento no esquema.

A partir da análise da documentação apreendida, foram identificados 945 benefícios passíveis de revisão, distribuídos em 12 gerências executivas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) localizadas em Porto Alegre, Santa Maria, Uruguaiana, Pelotas, Passo Fundo, Novo Hamburgo, Ijuí, Caxias do Sul e Canoas, além de Florianópolis, Criciúma e Chapecó, em Santa Catarina. As informações serão repassadas para cada unidade para revisão das concessões.

A Operação Blindagem II foi deflagrada em 6 de março de 2012. Nas investigações feitas pela PF, em conjunto com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi descoberto que um psiquiatra concedia atestados sem diagnóstico ou tratamento, bastando apenas o paciente pagar pela consulta. Muitos deles sequer iam até o consultório, recebendo os laudos através do correio ou por meio de intermediários.

Os documentos apreendidos foram minuciosamente analisados e todos os nomes de segurados identificados passaram por um pente fino. A partir de agora, os benefícios ativos serão revisados e os beneficiários ouvidos pela PF. Serão instaurados inquéritos para responsabilizar criminalmente os envolvidos nos casos em que há indícios de fraude. As denúncias encaminhadas por cidadãos, motivadas pela ação, também estão sendo investigadas.

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