Segundo a PF, a quadrilha buscava mulheres grávidas para filiá-las à Previdência Social na falsa condição de empregadas domésticas. Eles recolhiam três ou quatro contribuições sociais com valores de salários acima de R$ 2 mil e, em seguida, requeriam o benefício de salário-maternidade. Num período de seis meses, foi identificada a concessão de cerca de 130 benefícios com indícios de irregularidades, intermediados pela organização criminosa.
Em nota, a PF informa que o prejuízo pode ser “bem maior”, pois “há indícios de que outros benefícios fraudulentos tenham sido concedidos, sendo agora identificados em decorrência dessa operação”. A investigação, chamada de Maternidade, começou em 2010 depois que o INSS descobriu que os maiores empregadores domésticos do Estado eram membros de uma mesma família.
Num segundo momento, a quadrilha passou a fraudar o benefício de pensão por morte. Para isso, os integrantes da organização criminosa buscavam dados de segurados da Previdência Social já falecidos, cujo benefício fosse superior ao salário mínimo e que não tivessem deixado dependentes. Há indícios de que os dados eram obtidos junto a funerárias e redes de hospitais da Capital de São Paulo, dentre outros. Com os dados, eles falsificavam documentos e requeriam o benefício de pensão por morte, com o apoio de servidores do INSS.
Os criminosos serão indiciados e responderão pelos crimes de formação de quadrilha (pena de 3 a 6 anos de prisão), estelionato qualificado (pena de 1 a 5 anos de prisão aumentada de 1/3), corrupção passiva e corrupção ativa (ambos com penas de 2 a 12 anos de prisão) e inserção de dados falsos em sistema de informações em bancos de dados da Administração Pública (pena de 2 a 12 anos de reclusão).
As informações são do Portal R7