A Polícia Civil instaurou, nesta terça-feira, inquérito policial para apurar as circunstâncias da agressão sofrida por uma professora, na sexta-feira passada, na Escola Estadual Dom Pedro I, no bairro Glória, em Porto Alegre. A servidora, de 45 anos, teve fraturas em três costelas e no nariz.
Conforme o diretor do Departamento de Homicídios, delegado Paulo Grillo, a educadora, que teve alta hospitalar, vai ser encaminhada a um exame, para identificar a gravidade dos ferimentos sofridos. De acordo com a vice-diretora da instituição, Patrícia Jagmin, os pais de um aluno da 3ª série do ensino fundamental foram chamados para uma reunião. A irmã do aluno, de 20 anos, compareceu à instituição e agrediu a docente.
“Os familiares foram chamados por conta da questão de desempenho. A irmã veio e quando a professora pediu para eles se dirigirem à secretaria para conversarem, a pessoa agarrou ela pelos cabelos, deu um soco e começou as agressões”, detalhou Patrícia.
A jovem que agrediu a docente assinou um Termo Circunstanciado e foi liberada. Questionado sobre a pena a ser imposta a ela caso se comprove lesão corporal grave, o delegado Grillo afirmou que pode ser superior a dois anos, compatível à de um crime de maior potencial ofensivo. Entretanto, a comprovação da lesão grave depende de um exame complementar que leva em torno de 30 dias para ficar pronto, informou.
Polícia abre inquérito para investigar agressão a professora em escola de Porto Alegre
Vítima vai ser encaminhada a exame para identificar a gravidade das lesões<br />