Polícia

Polícia aguarda laudos do IGP para concluir inquérito sobre tragédia em Santa Maria

Investigação deve ser finalizada neste final de semana

Incêndio na boate Kiss causou 241 mortes
Incêndio na boate Kiss causou 241 mortes Foto : Mauro Schaefer / CP Memória
O inquérito policial que apura as causas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, está na reta final. A tragédia ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro e deixou 241 pessoas mortas.

A previsão é de que nesta sexta-feira a Polícia Civil receba os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP). Também está previsto para chegar a Santa Maria o chefe de polícia do Estado, delegado Ranolfo Vieira Junior. Ele vai acompanhar os trabalhos finais da investigação.

O titular da Delegacia Regional de Santa Maria, delegado Marcelo Arigony, que coordena a equipe de delegados envolvida no caso, pretende finalizar o inquérito neste final de semana. Depois disso, o documento será remetido à Justiça.

O depoimento de Elissandro Spohr, um dos sócios da casa noturna, conhecido como Kiko, que estava previsto para ocorrer durante a semana, será remarcado para sábado ou domingo. O advogado do empresário, Jader Marques, ainda pretende confirmar a data e horário. O testemunho será tomado na Penitenciária Estadual de Santa Maria, onde Kiko está detido.

Além dele, estão presos o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, o produtor musical do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão, e o outro sócio do estabelecimento, Mauro Hoffmann. Os quatro são os principais investigados e suspeitos pela tragédia.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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