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Polícia aumenta restrição de acesso à autópsia de Marília Mendonça após vazamento de fotos

Corporação ressalta que abriu duas investigações e que vai punir servidor que eventualmente estiver envolvido no caso

Cantora morreu em acidente de avião em Minas Gerais, em 2021
Cantora morreu em acidente de avião em Minas Gerais, em 2021 Foto : REPRODUÇÃO/ INSTAGRAM / CP

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que restringiu "ainda mais o acesso" ao laudo da autópsia do corpo da cantora Marília Mendonça, após o vazamento do documento e que vai punir os servidores que eventualmente estiverem envolvidos no caso.

Conforme mostrado pelo R7 neste sábado (15), o funcionário público que tiver responsabilidade sobre o vazamento pode ser suspenso ou até mesmo demitido. "A PCMG não compactua com eventuais desvios de conduta de seus servidores, os quais são apurados com rigor e celeridade", esclareceu após a divulgação da reportagem.

Segundo a Polícia Civil, o caso é apurado em um procedimento na Corregedoria-Geral da corporação e em um inquérito para tentar identificar "autoria e, consequentemente, responsabilização dos culpados".

"A Polícia Civil reforça seu compromisso com o resguardo dos dados sensíveis que envolvem a investigação criminal em todas suas vertentes, bem como a punição de todos os servidores que eventualmente deram causa ao vazamento de dados, informações ou documentos de natureza sensível ou sigilosa", concluiu a corporação em comunicado.

O vazamento

Fotos da necrópsia do corpo da cantora sertaneja, morta em novembro de 2021, começaram a ganhar destaque em redes sociais na última quinta-feira (13). O advogado da família de Marília Mendonça anunciou que vai "tomar as devidas medidas para punir os responsáveis" e pediu que internautas parem de compartilhar as imagens.

No mesmo dia, a Polícia Civil abriu um procedimento administrativo para investigar o vazamento e anunciou que o sistema de armazenamento dos dados de investigações é capaz de identificar as pessoas que acessam as informações.