Operação da Polícia Civil fechou, na tarde desta quarta-feira, uma clínica de aborto na Capital. Foram cumpridos mandados de busca, apreensão e prisão no estabelecimento, localizado no bairro Floresta. Oito pessoas foram detidas, entre elas uma jovem que supostamente aguardava para realizar o procedimento. Ao mesmo tempo que a operação ocorria na clínica, agentes detiam na zona Sul uma mulher estudante de Psicologia identificada como Raquel. Ela supostamente agenciaria as pacientes para a clínica. Ela estava de posse do medicamento abortivo Cytotec.
Após os funcionários da clínica perceberem a chegada dos policiais, eles trancaram-se nas salas do imóvel de três andares. A residência é alugada pela mesma pessoa desde 1978. O consultório onde ocorriam os procedimentos ficava no segundo andar, oculto por uma porta de madeira e grades. O médico que realizaria os abortos não foi encontrado no local. O perito da Polícia da Civil, no entanto, afirmou que existe a possibilidade de a clínica funcionar sem um médico, apenas com auxiliares de enfermagem.
Apesar das buscas, não foram encontrados fetos ou restos dos procedimentos. O delegado responsável pela ação, Wagner Dalcin, afirmou que pelo menos cinco abortos eram realizados naquela clínica por dia. O custo era de R$ 5 mil.
Polícia Civil fecha clínica de aborto em Porto Alegre
Dentre as detidas está uma mulher que supostamente aguardava para o procedimento