O inquérito referente à operação Barão, que investigou uma quadrilha especializada em roubos de carro de luxo e prende 34 pessoas, deverá ser entregue ao longo desta terça-feira na Comarca de São Leopoldo, cidade do Vale do Sinos. Conforme a investigação, a organização criminosa tinha lucros mensais de R$ 500 mil.
Durante a ofensiva da Polícia Civil, foram cumpridas 158 ordens judiciais entre prisões preventivas e temporárias, mandados de busca e indisponibilidade de bens. Quarenta e nove veículos foram apreendidos e entre eles está um Lotus Elise avaliado em um valor superior a R$ 200 mil.
Segundo os delegados Adriano Nonnenmacher e Joel Wagner, a investigação desarticulou complexa e sofisticada organização criminosa, com grande poder econômico, responsável por roubos de veículos, desmanches em pavilhões clandestinos e vendas virtuais. “O procedimento policial passa de 15 volumes, sendo indiciados neste momento 37 pessoas, dentre eles lideres, gerentes, assessores, vendedores, operadores financeiros, assaltantes, mecânicos e laranjas”, explicaram os delegados.
Nonnenmacher ainda ressaltou que os dois líderes investigados possuem 129 e 122 indiciamentos. “Caso sejam condenados eles estão sujeitos a penas que podem passar de 500 anos para cada um, isso sem levar em consideração o inquérito de lavagem de capitais”, enalteceu Nonnenmacher.
O delegado Joel Wagner ressaltou que com a realização da Operação Barão, importantes provas foram coletadas, as quais embasaram o indiciamento dos investigados e poderão apontar outros integrantes da organização criminosa.
Polícia Civil indicia 37 suspeitos envolvidos em esquema de roubo de carros de luxo
Organização criminosa lucrava cerca de R$ 500 mil por mês