Após seis meses de investigação, a Polícia Civil indiciou os suspeitos de matar e carbonizar um homem em Canoas, na região Metropolitana. A instituição aponta que o crime foi motivado por disputas internas entre membros de uma facção. Dois foram indiciados, como mandante e executor, por homicídio qualificado, incêndio criminoso e ocultação de cadáver.
O caso ocorreu na noite de 28 de setembro do ano passado. Na ocasião, uma guarnição do Corpo de Bombeiros foi acionada, às 23h40min, por conta de um carro em chamas na rua Tupanciretã, no bairro Mathias Velho. Após controlar o fogo, os militares localizaram um corpo no interior do veículo.
Segundo testemunhas, o motorista foi morto a tiros por outro homem. Ele teria ateado fogo no carro da vítima, antes de fugir em um veículo.
O titular da Delegacia de Homicídios de Canoas, delegado Arthur Reguse, destaca que foi feita análise de imagens de câmeras de monitoramento e cruzamento das informações obtidas pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).
“Resolver esse caso era uma questão de honra, porque o mês registrava alta nos índices criminais em Canoas. Para isso, também contamos com a ajuda da população, que forneceu informações através do serviço de denúncias. Mesmo em uma situação como essa, com um carro incendiado e um corpo carbonizado, foi possível executar investigações qualificadas, que nos levaram a confirmar, com prova técnica irrefutável, a autoria dos crimes”, afirma Reguse.
O executor do crime tem 37 anos e o mandante, 34. Ambos já estão presos, por outros crimes.
Conforme a investigação, os dois indiciados e a vítima a integravam uma facção com base no bairro Mathias Velho. Os suspeitos teriam decidido a morte do comparsa, que seria gerente do grupo, por conta de desavenças envolvendo o tráfico de drogas na região.
O diretor do Departamento de Homicídios, delegado Mario Souza, ponderou que Canoas fechou o ano passado com diminuição de 7% nos crimes violentos, mesmo após alta em setembro. “Investigações qualificadas, como a ocorrida neste caso, são primordiais para diminuição dos crimes violentos, bem como para manter os executores e mandantes longe das ruas", disse.