Na casa do ex-funcionário do posto de gasolina localizado na Vila Maria da Conceição, bairro Partenon, os policiais encontraram um casaco preto, uma touca ninja, uma carteira de motorista, três fotos 3x4 e uma mochila - onde estavam um caderno com anotações e um estojo com canetas e lápis. Segundo Wagner, o suspeito, de 23 anos cometeu três delitos: roubou R$ 300,00 do posto de gasolina, atirou duas vezes no taxista que morreu no hospital de Pronto Socorro e assaltou outro taxista que o levou até a Vila Maria da Conceição. De acordo com o delegado Wagner, 30 policiais estão trabalhando para realizar a prisão do jovem.
Conforme Wondracek, em novembro do ano passado, Cunha foi demitido do posto de gasolina na avenida Princesa Isabel após agredir violentamente uma colega. “É um trabalho incansável e vamos realizar a prisão deste jovem que está armado, é usuário de crack e é extremamente violento”, acrescentou Wondracek. No dia do crime, na sexta-feira passada, apesar de esconder o rosto, ele foi reconhecido pelas roupas que vestia, pela voz e por uma outra vítima de assalto. Segundo o delegado Wagner, logo após matar João da Silva Rodrigues, o jovem embarcou em outro táxi a uma quadra do local do crime e pediu para ser levado até a Vila Maria da Conceição, onde assaltou o motorista. “No momento deste segundo assalto, ele não usava mais o disfarce”, destacou.
O delegado Wagner afirmou que o depoimento das vítimas e os objetos não deixam dúvidas sobre o autor. “Esses objetos estão todos nas imagens do circuito interno de câmeras do posto”, ressaltou. Um desentendimento anterior ao assalto pode ser a causa para um possível homicídio, conforme o delegado. “Temos prova testemunhal de que, antes de novembro, ele e o taxista haviam brigado. Esse desentendimento poderá confirmar se foi latrocínio ou homicídio”, comentou. De acordo com o relato de um colega do taxista morto, o suspeito teria pedido dinheiro, mas ao dizer que não tinha, João Rodrigues acabou sendo baleado.