Polícia

Polícia encaminha pedido de prisão preventiva de homem suspeito de matar mulher em Ronda Alta

Caso é tratado como feminicídio e tem como agravantes motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima

Caminhonete estava na localidade de Bela Vista, na zona rural de Ronda Alta
Caminhonete estava na localidade de Bela Vista, na zona rural de Ronda Alta Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP

A Polícia Civil encaminhou o pedido de prisão preventiva do autor do assassinato da vigilante que trabalhava no Banco do Brasil e cujo corpo foi encontrado no início da tarde de sábado passado no banco do carona de uma Volkswagen Amarok, de cor prata, na localidade de Bela Vista, na zona rural de Ronda Alta. Na manhã desta terça-feira, o delegado Leandro Evandir Guimarães Antunes aguarda o comparecimento espontâneo do suspeito, um produtor de leite de 43 anos, acompanhado de advogado, na delegacia. O caso é investigado como feminicídio, tendo como agravantes motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima de 40 anos. “O crime foi premeditado”, destacou.

Segundo o titular da DP de Ronda Alta, o produtor de leite e a vigilante mantinham um relacionamento. O delegado Antunes explicou que a esposa do suspeito descobriu recentemente a relação extraconjugal e separou-se dele. O produtor de leite teria exigido que a vigilante abandonasse o marido e para ficar com ele, mas ela não teria aceitado.

Os policiais civis apuraram que os dois marcaram um encontro no sábado, sendo que a vítima deixou o seu Volkswagen Gol, de cor prata, com placas de Ronda Alta, no estacionamento de um restaurante na beira de uma estrada junto ao trevo de acesso a Três Palmeiras. Os dois embarcaram na Amarok e foram até uma lavoura. No local, o suspeito efetuou dois disparos de revólver calibre 38 à queima-roupa na vítima.

Os agentes constataram que a bolsa da vigilante foi revirada e um tiro foi dado depois no vidro do veículo para simular uma tentativa de roubo. No entanto, a primeira pista surgiu quando descobriu-se que a caminhonete era de propriedade da mulher do produtor de leite que fugiu após o crime. O delegado Antunes não descarta a participação de uma segunda pessoa no assassinato conforme indícios levantados na cena do crime.