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Polícia encontra lista de supostos clientes de clínica de aborto interditada na Capital

Medicamentos e documentos indicam prática ilegal de estabelecimento

Polícia encontra lista de supostos clientes de clínica de aborto interditada na Capital
Polícia encontra lista de supostos clientes de clínica de aborto interditada na Capital Foto : Pedro Revillion
A Polícia Civil encontrou anotações com nomes de possíveis pacientes da clínica clandestina de aborto fechada no Centro de Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira. Os dados estavam nas residências dos investigados e foram apreendidos via mandado de busca e apreensão. Conforme a polícia análises preliminares do material apreendido mostram documentos de internações, medicamentos e prontuários médicos que apontam a prática ilegal no estabelecimento.

De acordo com o titular da 3ª Delegacia de Polícia (DP) de Canoas, delegado Sílvio Huppes, um diário contendo o nome de uma jovem que procurou a clínica em janeiro, foi submetida a uma curetagem e morreu, em Canoas, desencadeou a investigação. Todas as pessoas que a polícia conseguir comprovar que procuraram a clínicia para fazer aborto também serão responsabilizadas, garantiu o policial.

Oito pessoas foram detidas, ouvidas pela polícia e liberadas, já que não houve flagrante de realização de aborto no momento da abordagem. Seis delas se recusaram a prestar depoimento a polícia e escolheram só se manifestarem em juízo. O delegado garante, no entanto, que elas responderão pelo crime, já que foram encontrados material genético e sangue de pacientes em instrumentos e mesas de cirurgia. A polícia ainda não sabe ao certo quantos abortos eram realizados na casa. "Sabemos que eram centenas de procedimentos a cada mês", comentou o delegado.

O custo de cada aborto variava entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil, dependendo do período da gestação. A clínica fica na avenida Otávio Rocha, 116, no Centro da Capital, e foi interditada. De acordo com a polícia, os donos já haviam sido presos, em 2009. Os proprietários atuavam em outro endereço. A lei brasileira proíbe a realização de abortos, exceto quando a gravidez é resultante de estupro ou põe em risco a vida da mãe.

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