Oito pessoas foram encaminhadas à delegacia para prestar depoimento: uma mulher que deixava a clínica no momento da ação policial, três pessoas responsáveis pelo local, conforme as investigações, um homem que seria "olheiro" da clínica e outras três pessoas do prédio que teriam envolvimento com o negócio.
Huppes informou que havia câmeras que poderiam auxiliar no monitoramento da movimentação no prédio. No entanto, como não há gravação, não há imagens a analisar. A clínica funcionava no quarto andar e realizava cerca de cem procedimentos por mês, segundo a polícia. Na porta, uma placa – "Confecções Lala cama-mesa-banho" – servia de fachada para o negócio clandestino.
O delegado afirmou que a ação foi declagrada às 10h20min porque a polícia tinha a informação que um procedimento de aborto seria realizado às 10h. O objetivo era dar o flagrante. Segundo Huppes, isso ainda pode ser feito, já que a mulher que estava saindo da clínica poderia ser a mesma do procedimento. "Vamos tentar esclarecer essa situação na delegacia."
A investigação iniciou há três meses, quando a polícia foi informada sobre a morte de uma mulher de 25 anos, no hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas. Ela teria feito um aborto no local.