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Polícia investiga falsa psicóloga que atendeu crianças em Porto Alegre, Canoas e Guaíba

Mulher atua por mais de três anos na área de psicologia infantil sem ter qualquer tipo de formação, diz Polícia

Polícia Civil cumpre busca e apreensão em consultórios de falsa psicóloga
Polícia Civil cumpre busca e apreensão em consultórios de falsa psicóloga Foto : Polícia Civil / CP

Uma mulher de 33 anos é suspeita de atuar como psicóloga infantil sem qualquer formação na área, em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Nesta terça-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos consultórios dela em Canoas e Guaíba, além do bairro Cristo Redentor, na Capital. A farsa teria começado há mais de três anos.

Batizada de Operação Superego, a ofensiva apurou crimes de falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e estelionato. A mulher responde em liberdade.

As apreensões somaram quatro pastas com recibos de pacientes, receituários, carimbos de psicóloga, agendas com escala de horários de atendimentos, canudo de formação do curso de Psicologia, cartões de visita e fotos da mulher de toga em uma universidade. Segundo a Polícia Civil, não há registro dela no Conselho Regional de Psicologia.

De acordo com o delegado Fábio Motta Lopes, a mulher utilizava o número de matrícula de uma psicóloga legítima, mas que mora em Ivoti, no Vale do Sinos. No dia 22 de maio, após o alerta da mãe de uma das vítimas, a verdadeira profissional esteve na delegacia e registrou um boletim de ocorrência. Já a investigada escolheu permanecer em silêncio durante a oitiva.

“A mãe de uma criança, após notar incongruências no recibo de uma consulta, resolveu buscar informações na internet e constatou a farsa. Ela também alertou a psicóloga de Ivoti, que registrou um boletim de ocorrência”, explicou Motta Lopes.

A maioria dos pacientes da falsa psicóloga era menor de idade, por isso, um segundo inquérito foi aberto na 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Segundo a delegada titular, Alice Fernandes, as idades das vítimas variam de 6 a 10 anos.

"Até o presente momento, há registros policiais de três crianças que teriam sido atendidas pela falsa psicóloga. No entanto, considerando o longo tempo de atuação dela, não descartamos que o número de vítimas possa chegar a centenas”, avaliou a titular da 3ª DPCA.

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