Polícia

Polícia pede prisão preventiva de suspeitos de envolvimento em incêndio

Grupo de delegados quer mais 10 dias para concluir inquérito sobre tragédia de Santa Maria

O grupo de delegados que investiga o incêndio na boate Kiss de Santa Maria protocolou nesta quinta-feira pedido de prisão preventiva dos dois sócios da casa noturna e dos dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, apontados como responsáveis pela morte de 239 pessoas em decorrência do sinistro ocorrido em 27 de janeiro.

A alegação dos delegados para o pedido é a preservação da vida dos investigados, além da necessidade de prorrogação do prazo de conclusão do inquérito em 10 dias. Os quatro suspeitos estão detidos há um mês na Penitenciária Estadual de Santa Maria.

Advogado de sócio da Kiss diz que MP podia ter interditado boate em 2011

O advogado Jader Marques, que defende o sócio da boate Kiss Elissandro Callegaro Spohr - conhecido como Kiko - divulgou nesta quinta-feira nota à imprensa, afirmando que o Ministério Público (MP) de Santa Maria poderia ter pedido a interdição da casa noturna em 2011. Na ocasião, os sócios e o órgão firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que determinava a resolução de problemas de poluição sonora. O documento será analisado na investigação sobre o incêndio.

O Ministério Público (MP) havia indeferido o pedido de prorrogação da prisão provisória de um dos proprietários da boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr, feito pelo advogado Jader Marques. De acordo com os promotores de Justiça Joel Oliveira Dutra e Maurício Trevisan, “o advogado não possui qualquer legitimidade em pedir a (ou a prorrogação da) prisão, a qualquer título, de seu próprio cliente”. A decisão foi encaminhada ao juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria, e foi negada nessa quarta-feira pela Justiça de Santa Maria. 

Bookmark and Share