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Segundo o magistrado, como o terreno em que foi ocultado o corpo do garoto, conforme a polícia, é de difícil escavação, a exigir força física para sua abertura, a presença de um homem na cena do crime é algo verossímil. E prova testemunhal colhida aponta indícios veementes de que Evrandro tenha estado, um ou dois dias antes do crime, nos arredores do local onde o corpo foi encontrado.
“Demais disso, deve-se ponderar que o representado teria estado no local antes do assassinato de Bernardo, o que pode indicar, desse modo, a premeditação do fato, a implicá-lo (ao representado), no mínimo, como partícipe por auxílio no crime de homicídio, e não apenas na ocultação do cadáver, observou o julgador.”
A madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, está detida na Penitenciária Feminina de Guaíba, onde a assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga dela, também cumpre prisão. Já o pai do garoto, Leandro Boldrini, está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.