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Polícia Civil aguarda laudos do IGP e da PRF para definir indiciamento de caminhoneiro

O delegado responsável pela investigação, César Nogueira, afirma que, a princípio, o homem deverá ser indiciado por homicídio culposo

No final da manhã da última sexta-feira, um acidente  na BR 116, entre uma carreta carregada de areia e um ônibus, deixou 11 mortos e 12 pessoas feridas
No final da manhã da última sexta-feira, um acidente na BR 116, entre uma carreta carregada de areia e um ônibus, deixou 11 mortos e 12 pessoas feridas Foto : Angélica Silveira / Especial / CP

Passados três dias do acidente ocorrido no quilômetro 491, da BR 116 , em Pelotas, quando ocorreu uma colisão frontal entre uma carreta carregada de areia e um ônibus que seguia para São Lourenço do Sul, Daniela Silva Peglow, de 31 anos, segue internada na UTI do Hospital Universitário São Francisco de Paula. De acordo com boletim médico, ela está estável e lúcida. Além dela, outras 11 pessoas que ficaram feridas na colisão frontal, receberam atendimento e foram liberadas.

Um dos feridos é o condutor da carreta, que não teve seu nome divulgado. O delegado responsável pela investigação do acidente, César Nogueira, disse que, a princípio, deve pedir o indiciamento do caminhoneiro de 25 anos por homicídio culposo. "Estou esperando os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) e o relatório da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para concluir a investigação. Não há um prazo, mas diante da gravidade do caso, acredito que os documentos sejam concluídos rapidamente", enfatizou.

Nogueira disse que o motorista, natural de Pelotas, foi ouvido na madrugada de sábado, após receber atendimento e demonstrou arrependimento. "Durante o depoimento, ele confirmou que estava mexendo no rádio (que foi parar fora do caminhão após o acidente), foi colaborativo e demonstrou tristeza com o acidente", relatou.

A areia carregada pela carreta seria usada em obras de duplicação da BR 116. "O motorista não tem histórico de envolvimento em outros acidentes. O trabalho dele é transportar areia para obras", frisou. O delegado confirmou que pretende ouvir todos os sobreviventes antes de concluir a investigação. "O principal são os dois laudos, pois a partir disso pode ser que tenhamos que realizar novas diligências e ouvir novamente o motorista. Os relatórios determinarão a velocidade da carreta e a dinâmica do acidente. Teremos a análise do tacógrafo, que mostrará a velocidade até mesmo no momento anterior e isto definirá o indiciamento que poderá ser por dolo eventual", observou.

Nogueira explicou que, caso tenha assumido o risco de matar, o caso sairá de homicídio culposo no trânsito para homicídio com dolo eventual, previsto no Código Penal. Dez das 11 vítimas do acidente foram sepultadas durante o final de semana. A exceção é a professora paraense Jaqueline dos Santos Duarte. Ela morava em Pelotas e estava viajando com a filha a passeio para São Lourenço do Sul. O enterro de Jaqueline está marcado para esta terça-feira, em Santarém, no Pará.

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