A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, uma nova fase da Operação REMAP, com foco no sequestro de bens ligados ao líder de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Cruz Alta, com apoio de equipes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em Balneário Piçarras, dois em Bombinhas, um em Horizontina e outro em Cruz Alta.
Segundo a investigação, o foco desta etapa é atingir o patrimônio do principal articulador do grupo, identificado como responsável pela coordenação das atividades criminosas. O conjunto de bens vinculados ao suspeito ultrapassa R$ 7,5 milhões, incluindo imóveis de alto padrão considerados incompatíveis com rendimentos lícitos.
As apurações indicam que a organização criminosa utilizava mecanismos estruturados para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico de drogas, como uso de empresas, interpostas pessoas e pagamentos fracionados em dinheiro.
Com base nesses elementos, a Polícia Civil solicitou à Justiça o bloqueio e a apreensão dos bens, como forma de descapitalizar o grupo e enfraquecer sua atuação.
A operação integra a Operação Nacional da RENORCRIM, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país no combate ao crime organizado.
A Operação REMAP teve início a partir da apreensão de valores em espécie em situação suspeita e segue em andamento, com novas diligências para identificar outros envolvidos e ampliar as medidas patrimoniais.
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