Artuzi está preso em uma delegacia da Polícia Civil desde o dia 1º do mês passado, quando foi preso pela Polícia Federal (PF) na casa onde mora, em Dourados. Ele é suspeito de ser o chefe de um grupo de políticos, empresários e funcionários municipais envolvidos em golpes contra a prefeitura avaliados até agora em R$ 45 milhões e praticados nos últimos 15 meses.
Segundo o desembargador do TJ-MS, Manoel Mendes, relator do pedido de habeas corpus, "a prisão de Ari Artuzi deve ser mantida para preservar a ordem em Dourados". O magistrado alegou o registro de atos violentos resultantes do comportamento do prefeito, entre esses manifestações públicas que provocaram prejuízos. Em um desses as portas e vidros da Câmara Municipal foram quebrados. "Houve inclusive depredação na própria residência do prefeito. Não há fato novo que possa revogar a prisão", disse.
Provas revelam ordem do prefeito para a compra de cocaína no Paraguai para prejudicar uma testemunha, e esse fato teria pesado na decisão do TJ-MS. A ideia, comentada pelo prefeito com o assessor especial, Cláudio Gaiofato, era esconder a droga na casa da testemunha para que ela fosse acusada por crime de narcotráfico. Na ocasião, Artuzi também revelou a intenção de matar um empresário envolvido no esquema de corrupção, mas que testemunhou contra o prefeito.