Polícia

Presa mulher condenada a 26 anos por homicídio de fotógrafo em Canoas

Paula Caroline Rodrigues Lopes foi detida em Santo Antônio da Patrulha após denúncia motivada pela divulgação de sua inclusão na lista de procurados da Interpol

Mulher foi incluída em lista da Interpol
Mulher foi incluída em lista da Interpol Foto : Polícia Civil / CP

Foi presa nesta quinta-feira Paula Caroline Rodrigues Lopes, de 32 anos, condenada a 26 anos e oito meses de prisão pela morte do fotógrafo Gustavo Bertuol Gargioni em Canoas em 2015. Condenada em 2026 pelo homicídio triplamente qualificado, Paula estava foragida e recentemente entrou na lista de procurados da Interpol.

A prisão foi realizada pela Brigada Militar em Santo Antônio da Patrulha após uma denúncia. Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a denúncia foi motivada pela recente divulgação da inclusão da mulher na lista internacional.

Relembre o caso

O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, foi morto em 28 de julho de 2015, em Canoas. Ele foi encontrado na região da Prainha do Paquetá com 19 ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, conforme a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).

Segundo a acusação, Paula Caroline Rodrigues Lopes teria atraído o fotógrafo para uma emboscada. Na época, ela mantinha um relacionamento com Juliano Biron da Silva, apontado como autor dos disparos. Ele foi condenado pelo assassinato em fevereiro de 2020, pelo Tribunal do Júri.

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Paula foi absolvida da acusação de homicídio em dezembro de 2023. O MPRS recorreu, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o julgamento em abril de 2025, por considerar que a decisão dos jurados contrariava as provas do processo. A determinação de um novo júri transitou em julgado em agosto daquele ano.

Em março de 2026, Paula foi novamente julgada pelo Tribunal do Júri de Canoas e condenada a 26 anos e oito meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela não compareceu à sessão e foi julgada à revelia.