O ex-comissário da Polícia Civil Nilson Aneli, que está preso por realizar a segurança de um traficante, vai começar a receber, no mínimo, uma aposentadoria de R$ 9,8 mil do Estado. Servidor de carreira há 33 anos, Aneli teve a aposentadoria publicada no Diário Oficial do Estado, na última sexta-feira. No entanto, o beneficio pode aumentar, uma vez, que ainda não foram detalhados os valores das vantagens como quinquênio e Função Gratificada (FG), por exemplo.
Aneli está preso desde o dia 26 de janeiro, por ter admitido realizar a segurança de um traficante, ao mesmo tempo em que trabalhava com o então secretário de Segurança Pública do Estado, Airton Michels. O policial ainda não foi julgado pelo envolvimento com o traficante Alexandre Goulart Madeira, o Xandi, que foi morto por um grupo rival em janeiro, em Tramandaí. Se for condenado, a Justiça pode sugerir a cassação da aposentadoria dele. No entanto, somente por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), aberto pela Polícia Civil, a aposentadoria do ex-comissário poderá ser cancelada.
Pelo menos dois pedidos de liberdade solicitado pela defesa do ex-comissário foram negados pela Justiça. A Corregedoria da Polícia Civil (Cogepol) apurou que Nilson Aneli se utilizou do cargo de agente público para dificultar as investigações contra um traficante para qual também trabalhou. A Cogepol ainda indiciou pelos crimes de organização armada e falsidade ideológica. Já a Polícia Civil indiciou-o pelos crimes de corrupção de menores, porte ilegal de arma e organização criminosa.
Preso, ex-comissário da Segurança Pública terá aposentadoria de quase R$ 10 mil
Nilson Aneli admitiu que trabalhava para traficante