Polícia

Preso foragido de operação Panóptico, em Campo Bom

Polícia Federal desarticulou rede de tráfico internacional de drogas

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta sexta-feira um homem em Campo Bom, no Vale do Sinos. Ele era foragido da operação Panóptico, deflagrada nessa quinta, em sete municípios gaúchos, contra o tráfico internacional de drogas. 

Ontem, a PF desferiu um duro golpe na facção criminosa conhecida como "Os Manos". A PF acredita ter desarticulado uma rede de narcotráfico internacional, mantida pela organização em conexão com o grupo do barão da droga, conhecido como Pavão, que cumpre pena no Presídio Nacional e Tucumbu, no Paraguai.

Pavão é  catarinense e foi capturado m dezembro de 2009, na localidade e Yby Yaú, no país vizinho, junto com o paraguaio Capilo, então líder do Primeiro Comando a Capital (PCC) na cidade de Pedro Juan Caballero. As investigações da Panóptico iniciaram em julho do ano passado. O responsável pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, delegado Fabrício Argenta, disse que nesse período foi interceptada cerca de 1,2 tonelada de cocaína, crack e maconha.

No total, incluindo as prisões de ontem, a PF capturou erca de 50 integrantes da rede e narcotráfico, que abasteciam Capital, a região Metropolitana, Santa Cruz do Sul e a Serra. Foram apreendidos R$ 165 mil, mais de 25 veículos, incluindo um motor-home usado para transportar entorpecentes, além de armamento, como um fuzil, uma submetralhadora, sete pistolas, munição e colete balístico. Argenta revelou ainda que a PF frustrou até um plano da organização em trazer drogas em aeronaves pequenas. Um avião deveria arremessar, por exemplo, 200 quilos de cocaína dentro de uma propriedade no município de Mostardas, no Litoral. Os líderes da rede de narcotráfico foram capturados e, mesmo encarcerados na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), Presídio Central, Penitenciária Modulada de Charqueadas, se mantiveram ativos, comandando a distribuição do entorpecente. Cinco deles devem ser enviados à Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

Em fevereiro deste ano, a PF e a Secretaria Nacional Antidrogas Senad), do Paraguai, prenderam Tchê Loco, apontado como braço direito de Pavão, em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele foi extraditado e conduzido ao Rio Grande do Sul. Já a prisão de outro líder, conhecido como Nenê, ocorreu em novembro do ano passado, em Foz do Iguaçu. Com antecedentes criminais até por roubos a bancos, ele tem participação na morte de um brigadiano em fevereiro de 2012, em Sapucaia do Sul.

Um terceiro nome importante é o do criminoso apelidado de Chapolim Colorado, de Santa Cruz do Sul. Este também está recolhido no sistema carcerário. As investigações da PF começaram justamente em torno do tráfico de drogas coordenado por ele, sendo então descoberto que o mesmo era apenas uma das ramificações da organização criminosa. Durante as investigações, em janeiro deste ano, a Federal apreendeu R$ 150 mil, que estavam dentro de uma mala, com duas irmãs. A apreensão ocorreu na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, quando as duas mulheres tentavam entrar de carro no Paraguai. Uma delas residia em Ciudad Del Este e outra em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos.

Panóptico

O nome da operação foi inspirado em um projeto arquitetônico do século XVIII do inglês Jeremy Bentham, onde um modelo de prisão circular, com uma torre central, previa que os guardas penitenciários poderiam vigiar os presos por meio de pequenas janelas da torre, sem que os detentos soubessem em que momento estavam sendo observados.

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