Os detentos do Presídio Regional de Santo Ângelo se recusam a retornar às celas após o incêndio desta manhã, que causou a morte de três presos. Os apenados exigiram a presença do Juiz da Vara Criminal, Fábio Marques Welter, e o do promotor Flávio Eduardo de Lima Passos, que já estão no local. Ainda não há informações sobre o motivo do pedido.
Um incêndio no presídio deixou três mortos e um ferido nesta terça-feira, depois de uma briga, por volta das 6h40min. Os presos atearam fogo em colchões e as chamas se alastraram pelo prédio. Os presidiários Antônio Carlos Soares Nascimento, o "Cri-Cri", de 42 anos, Vinicius Delacir da Silva Vieira, 23 anos, e Maurício Maria Ferreira, o "Toco", de 21 anos, foram encontrados carbonizados. Ricardo Correa Antunes, o "Japinha", 22 anos, ficou ferido e foi levado para o hospital com queimaduras de terceiro grau.
Os três mortos haviam sido transferidos da penitenciária de Santo Ângelo por problemas com outros detentos, mas retornaram na tarde desta segunda-feira. Durante uma vistoria feita pelos agentes penitenciários, ainda na segunda-feira, na galeria em que as vítimas estavam, foram encontradas 312 pedras de crack e três telefones celulares. Mas a polícia não sabe se o incêndio tem relação com a apreensão ou com as rixas anteriores do trio. Há suspeita de que as mortes tenham acontecido antes do incêndio, que teria sido provocado para mascarar o ocorrido.
Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e peritos estão no interior do presídio, levantando dados. A direção da casa prisional deve se pronunciar sobre o fato ainda nesta terça. Os corpos já foram levados para o Departamento Médico Legal (DML) de Santo Ângelo. Ricardo, o Japinha, está internado, mas não corre risco de morte.
Presos de Santo Ângelo se recusam a retornar às celas
Juiz da Vara Criminal e promotor foram chamados por exigência dos detentos após incêndio que vitimou três