Polícia

Presos na operação Pirâmide teriam ligação com PCC

Organização criminosa tenta se infiltrar em presídios gaúchos

Os 26 presos durante a operação Pirâmide, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, seriam integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que, mais uma vez, estaria tentando se infiltrar nos presídios gaúchos. Os presos foram encaminhados para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). 

Foram cumpridos ainda 24 mandados de busca e apreensão. O alvo da operação foi o Presídio Central de Porto Alegre e casas prisionais em Charqueadas, Esteio, Ijuí, Passo Fundo, Santa Maria, Santo Ângelo e Uruguaiana. A ofensiva também ocorreu em Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

A organização

No mês passado, o Ministério Público de São Paulo concluiu uma investigação sobre o mapeamento do crime organiza do País, um raio X do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ocasião, o MP denunciou 175 acusados e pediu à Justiça a internação de 32 no Regime Disciplinar Diferenciado.

As provas reunidas pelos promotores do Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) permitiram à construção de um retrato inédito e profundo da maior organização criminosa do País. Durante três anos e meio, os promotores reuniram escutas telefônicas, documentos, depoimentos de testemunhas e apreensões de drogas e de armas.

Presente em 22 estados do País e em três países (Brasil, Bolívia e Paraguai), o PCC domina 90% dos presídios de São Paulo. Lucra cerca de R$ 8 milhões por mês com o tráfico de drogas e outros R$ 2 milhões com sua loteria e com as contribuições feitas por seus integrantes - o faturamento anual de R$ 120 milhões a tornaria uma empresa de médio porte. Esse número não inclui os negócios particulares dos integrantes, o que pode fazer o total arrecadado por criminosos dobrar.

A principal atividade é desenvolvida pela facção é tráfico de drogas. Os três principais fornecedores de drogas para o PCC seriam os traficante paraguaio Carlos Antonio Caballero, o Capilo, e os brasileiros Claudio Marcos Almeida, o Django, Rodrigo Felício, o Tiquinho, e Wilson Roberto Cuba, o Rabugento.

Arsenal

O grupo tem um arsenal de uma centena de fuzis em uma reserva de armas e R$ 7 milhões enterrados em partes iguais em sete imóveis comprados pela facção. Ao todo, o grupo tem 6 mil integrantes atrás das grades e 1,6 mil em liberdade em São Paulo. Esse número sobre para 3.582 em outros estados - somando os membros ativos e inativos, além dos punidos e os que não têm mais cargos ou participação em atividades mantidas pela facção.

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