Um homem, de 46 anos, e uma mulher, de 24, serão julgados, nesta terça-feira pelo Tribunal do Júri em Passo Fundo, no Norte do estado. Eles respondem pelo triplo homicídio de integrantes da mesma família, ocorrido dia 19 de maio de 2020 no município do Norte do Estado. O réu está no sistema prisional, mas a ré responde ao processo em liberdade.
As vítimas são Diênifer Padia, 26 anos, o cunhado dela, Alessandro dos Santos, 34 anos, e a sobrinha dela, Kétlyn Padia dos Santos, 15 anos. Eles estavam na mesma casa quando homens armados ingressaram no local, amarraram todos e os estrangularam com lacres de plástico.
Os réus são o ex-chefe de Diênifer, um proprietário rural da cidade de Casca que teve um relacionamento extraconjugal com ela e, posteriormente, um filho, além de uma mulher que teria auxiliado nas mortes ao se aproximar da vítima e repassar informações aos criminosos.
Conforme a denúncia do MPRS, o réu e a esposa dele, que está foragida, teriam atuado como mandantes do crime após ela descobrir a traição e o nascimento da criança. Esses fatos ainda teriam levado à demissão da jovem em Casca e o retorno dela para sua casa, em Passo Fundo. Também está foragido um cunhado do réu, apontado por ajudar no delito.
Ainda segundo a acusação, os réus ofereceram recompensa pela morte de Diênifer. Um ex-policial militar, também foragido, teria sido o responsável por contratar os dois homens armados que invadiram a residência da vítima. Os executores não foram identificados até o momento.
Em relação ao cunhado e à sobrinha de Diênifer, eles teriam sido mortos como queima de arquivo para que o crime não tivesse testemunhas, já que moravam na mesma casa. Diênifer deixou três filhos pequenos.
O promotor Fabrício Gustavo Allegretti vai atuar em plenário pelo MPRS. “Ministério Público irá apresentar as provas obtidas ao longo da tramitação de todo o processo e da investigação feita pela Polícia Civil, no que acredita ter o acolhimento da pretensão que foi objeto de descrição na denúncia apresentada”, disse.
O promotor Fabrício Allegretti ainda destaca que os dois réus respondem pelo homicídio de Diênifer por motivo fútil e emprego de asfixia, além de dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. Em relação ao cunhado e à sobrinha dela, os acusados respondem pelos dois homicídios por assegurar a impunidade de outro delito, emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa das vítimas.