Polícia

Realizada última audiência de instrução sobre morte de mulher em frente a escola

Representante comercial foi assassinada com um tiro enquanto aguardava filho

Realizada última audiência de instrução sobre morte de mulher em frente a escola
Realizada última audiência de instrução sobre morte de mulher em frente a escola Foto : Samuel Maciel
A terceira e última audiência de instrução do processo criminal que apura a morte da representante comercial Cristine Fonseca Fagundes, 44 anos, ocorreu nesta quarta-feira no Foro Regional do 4º Distrito, na avenida Pernambuco, no bairro Navegantes, em Porto Alegre. A juíza de Direito Lourdes Helena Pacheco da Silva presidiu a audiência. Uma testemunha de acusação não apareceu, mas foram ouvidas duas testemunhas de defesa. Houve também o interrogatório dos três réus acusados do latrocínio e de uma série de assaltos ocorridos poucos antes da abordagem da vítima.

O promotor Gerson Luis Teixeira acredita que a sentença deve ser pronunciada ainda neste ano. Ele explicou que a fase de instrução é a de produção de provas. “Encerrada essa fase será agora aberto o prazo para os memoriais, que são as alegações finais”, acrescentou.

A testemunha ausente já não havia comparecido na segunda audiência, ocorrida no dia 30 de novembro, quando foram então ouvidas cinco testemunhas de acusação. “Não era imprescindível para a comprovação da tese do MP que desistiu dela para dar prosseguimento à instrução”, observou o Promotor de Justiça Gerson Luis Teixeira. Ele manifestou expectativa pela condenação dos acusados. “A prova é robusta” garantiu, lembrando que espera uma pena elevada.

A primeira audiência aconteceu no dia 23 de novembro com 11 testemunhas e vítimas sendo ouvidas. O  promotor destacou que os réus “são acusados por diversos roubos, sendo julgados por cada um deles”, referindo-se aos assaltos em série contra pedestres cometidos pelos três assaltantes antes de atacarem e matarem representante comercial Cristine Fonseca Fagundes. O crime, com forte repercussão social, provocou a queda do então secretário estadual da Segurança Pública, Wantuir Jacini, e a vinda de policiais militares da Força Nacional de Segurança (FNS) para reforçar o policiamento ostensivo em Porto Alegre.

Cristine Fonseca Fagundes foi atacada no final da tarde do dia 25 de agosto no bairro Higienópolis, quando aguardava um filho sair do Colégio Dom Bosco. Ela estava em um Honda Fit, junto com uma filha adolescente, quando foi baleada e morta dentro do veículo.