Após quatro dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Soledade considerou culpados os quatro réus acusados pela morte de Paula Chaiane Perin Portes, de 18 anos, em 2020. As penas definidas para Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz, Gesriel da Cunha Wedy e João Albino Abegg dos Santos variam de nove a 21 anos de reclusão, em regime fechado. A sentença foi proferida por volta das 22h de sexta-feira pelo Juiz de Direito José Pedro Guimarães, que presidiu o júri na Câmara de Vereadores do município desde terça-feira.
O magistrado determinou a execução imediata da pena, impedindo que os réus recorram em liberdade. Dois dos homens já estavam presos. Dionatan Portella da Silva recebeu a pena de 21 anos de reclusão em regime fechado, após ser condenado por homicídio triplamente qualificado (emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver.
Micael Willian Rossi Ortiz recebeu 20 anos de reclusão em regime fechado, condenado por homicídio triplamente qualificado (emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima). Já Gesriel da Cunha Wedy pegou 10 anos de reclusão em regime fechado, condenado por homicídio triplamente qualificado (emprego de asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima), com reconhecimento de menor participação
João Albino Abegg dos Santos foi punido com 9 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado, condenado por homicídio duplamente qualificado (dissimulação e recurso que dificultou a defesa), com reconhecimento de menor participação.
Último dia de julgamento
Durante a sexta-feira, acusação e defesa retornaram ao Plenário para a réplica e a tréplica, com ambas as partes sustentando as teses já apresentadas na quinta. Ao longo do júri, nove testemunhas e informantes foram ouvidas em depoimentos, além dos quatro réus em interrogatório realizado na noite de quarta.
Na acusação dos réus, atuaram os Promotores de Justiça Eugenio Paes Amorim e Marcos Paulo Frezza, pelo Ministério Público, e os advogados Salete Terezinha Canello e Alisson Doneda, como Assistentes de Acusação. Foram encarregados pela defesa dos acusados os advogados Manoel Pedro Silveira Castanheira, José Ricardo Pinto, Felipe Borges de Oliveira, José Paulo Schneider dos Santos, Marco Alfredo Mejia e Marcos Vinicius Zanuzo.
O caso
De acordo com a acusação, os réus causaram a morte de Paula no dia 11 de junho de 2020, entre 00h50min e 01h35min, em imóvel localizado no bairro Fontes, em Soledade. Segundo a denúncia, a vítima teria sido atraída ao local na noite de 10 de junho, onde foi morta por asfixia. Ainda conforme o Ministério Público, o grupo teria carregado a jovem até um veículo e a levado para uma propriedade rural com o objetivo de ocultar o corpo.
Em seguida, o MP alega que dois dos réus teriam retirado o cadáver do local inicial e o movido até outra propriedade rural, na localidade Rincão do Bugre. O corpo de Paula foi encontrado dois meses depois, em 16 de agosto.
O julgamento foi transmitido na íntegra pelo canal do TJRS no YouTube, onde segue disponível para visualização.