Seis homens foram condenados pelo assassinato da enfermeira Priscila Ferreira Leonardi, ocorrido em 2023, em Alegrete, na Fronteira-Oeste. A vítima, que morava na Irlanda, estava no Brasil para resolver questões financeiras familiares quando foi sequestrada e morta. O crime foi planejado por um primo dela, que queria ficar com parte de seu patrimônio.
A Justiça condenou todos os réus por extorsão majorada qualificada pela morte da vítima. Cinco réus terão de cumprir 45 anos de prisão, enquanto outro acusado, que teve a colaboração premiada homologada, foi condenado pelo mesmo crime a pena de 30 anos de reclusão.
Três dos réus também receberam penas adicionais por ocultação de cadáver. Apenas um dos condenados poderá recorrer em liberdade, por ter colaborado com a investigação.
Priscila veio ao Brasil para tratar do inventário do pai e resolver pendências financeiras. O primo acreditava que ela tinha uma grande quantia em dinheiro e contratou criminosos para sequestrá-la e obrigá-la a transferir valores. O plano falhou, e a enfermeira acabou espancada e estrangulada no cativeiro.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o caso ocorreu em 19 de junho de 2023. Na ocasião, a vítima foi sequestrada ao sair da casa do primo, que simulou ter chamado um carro de aplicativo.
No veículo, outros dois homens entraram e a levaram para um cativeiro, onde foi mantida sob ameaça. Após a morte, o corpo foi ocultado, sendo encontrado dias depois em um afluente do Rio Ibirapuitã.
Na sentença, o juiz Rafael Echevarria Borba destacou que o crime foi premeditado e cometido com extrema crueldade. Além da motivação financeira, apontou que o mentor do crime nutria ressentimento contra a prima.
A pena dos réus foi agravada pelo uso de emboscada, pelo meio cruel e pela participação de uma organização criminosa. O julgamento ocorreu no final de semana e cabe recurso da decisão.