Polícia

Seis homens são condenados por sequestrar e matar enfermeira em Alegrete

Crime foi orquestrado por um primo da vítima, que planejava ficar com bens dela

Jovem vivia na Irlanda e desapareceu em junho de 2023, após retornar ao Brasil para tratar de assuntos relacionados à herança deixada pelo pai
Jovem vivia na Irlanda e desapareceu em junho de 2023, após retornar ao Brasil para tratar de assuntos relacionados à herança deixada pelo pai Foto : Arquivo Pessoal / Reprodução / CP

Seis homens foram condenados pelo assassinato da enfermeira Priscila Ferreira Leonardi, ocorrido em 2023, em Alegrete, na Fronteira-Oeste. A vítima, que morava na Irlanda, estava no Brasil para resolver questões financeiras familiares quando foi sequestrada e morta. O crime foi planejado por um primo dela, que queria ficar com parte de seu patrimônio.

A Justiça condenou todos os réus por extorsão majorada qualificada pela morte da vítima. Cinco réus terão de cumprir 45 anos de prisão, enquanto outro acusado, que teve a colaboração premiada homologada, foi condenado pelo mesmo crime a pena de 30 anos de reclusão.

Três dos réus também receberam penas adicionais por ocultação de cadáver. Apenas um dos condenados poderá recorrer em liberdade, por ter colaborado com a investigação.

Priscila veio ao Brasil para tratar do inventário do pai e resolver pendências financeiras. O primo acreditava que ela tinha uma grande quantia em dinheiro e contratou criminosos para sequestrá-la e obrigá-la a transferir valores. O plano falhou, e a enfermeira acabou espancada e estrangulada no cativeiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o caso ocorreu em 19 de junho de 2023. Na ocasião, a vítima foi sequestrada ao sair da casa do primo, que simulou ter chamado um carro de aplicativo.

No veículo, outros dois homens entraram e a levaram para um cativeiro, onde foi mantida sob ameaça. Após a morte, o corpo foi ocultado, sendo encontrado dias depois em um afluente do Rio Ibirapuitã.

Na sentença, o juiz Rafael Echevarria Borba destacou que o crime foi premeditado e cometido com extrema crueldade. Além da motivação financeira, apontou que o mentor do crime nutria ressentimento contra a prima.

A pena dos réus foi agravada pelo uso de emboscada, pelo meio cruel e pela participação de uma organização criminosa. O julgamento ocorreu no final de semana e cabe recurso da decisão.