Polícia

Seis pessoas são presas em ação do MPRS contra golpes virtuais em Porto Alegre, Alvorada e Esteio

Segunda fase da Operação Anúncio Fake mirou suspeitos de anúncios falsos sobre aluguel de casas em SC

Gaeco participa de nova fase de operação contra golpe dos falsos anúncios de aluguel em SC
Gaeco participa de nova fase de operação contra golpe dos falsos anúncios de aluguel em SC Foto : MPRS

Seis pessoas foram presas durante uma ação contra golpes virtuais em Porto Alegre, Alvorada e Esteio. As diligências foram parte da Operação Anúncio Fake, que teve a segunda fase deflagrada nesta terça-feira. Sob comando do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a ofensiva contou com reforços do Gaeco catarinense e da Polícia Civil de Bombinhas, somando 40 agentes.

A primeira etapa da operação ocorreu no dia 13 setembro de 2023, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, quando dois homens foram presos. Tanto na ocasião como neste manhã, o objetivo foi desarticular um grupo responsável por estelionatos via sites e redes sociais.

De acordo com o MPRS, os suspeitos são investigados pelo chamado “golpe do falso anúncio”. O esquema seria coordenado por uma organização criminosa com base na Capital e Região Metropolitana, que promovia anúncios fraudulentos de casas para alugar no litoral de Santa Catarina.

A investigação apontou que os golpistas ofereciam o aluguéis de imóveis em Balneário Camboriú e Bombinhas, a partir de dados de anúncios verdadeiros para dar maior credibilidade nas informações publicadas em plataformas virtuais. Foi constatado também que os golpistas operavam o esquema desde 2018.

Na segunda fase da operação, além de integrantes do grupo no RS, também foi possível identificar pessoas que atuavam como laranjas, emprestando contas bancárias para a lavagem de valores frutos do golpe. O número exato de pessoas lesadas ainda está sendo contabilizado mas, até o momento, pelo menos R$ 150 mil foram identificados nas contas bancárias dos investigados na etapa mais recente da ação.

As ordens judiciais foram deferidas após representação da DP de Bombinhas e requerimento da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Porto Belo. As medidas foram formulados a partir de relatório de investigação elaborado pelo CyberGAECO, que é uma força-tarefa no estado vizinho formada por integrantes do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal, da Polícia Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros Militar, para identificar, buscar prevenir e reprimir infrações penais praticadas em ambientes virtuais.

Após a deflagração da primeira fase da operação, com a análise dos dados extraídos pela Polícia Científica de SC e uso de técnicas de investigação cibernética, foi possível confirmar a existência de uma organização criminosa que aplicava o golpe no litoral norte catarinense, a partir do Rio Grande do Sul, e que trouxe prejuízos financeiros e frustrou as férias de diversas pessoas que buscavam veranear em Santa Catarina na alta temporada.