O juiz federal Loraci Flores de Lima, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, interrogou nesta segunda-feira réus de duas ações de improbidade administrativa decorrentes da Operação Rodin, que investigou suposto desvio de R$ 90 milhões (valores corrigidos) do Detran gaúcho. A sentença, no entanto, não é esperada para 2014, disse o magistrado.
Foram ouvidos quatro réus que vivem em Santa Cruz do Sul, Cruz Alta e Florianópolis (SC) por meio de videoconferência. As ações de improbidade foram propostas pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), somando 62 réus. A instrução criminal – fase processual – ocorre em conjunto. Foram ouvidos representantes de empresas investigadas por favorecer o suposto esquema.
No fim de agosto, o desembargador federal Luiz Alberto d’Azevedo Aurvalle, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), decidiu suspender a ação de improbidade administrativa movida pelo MPF contra a ex-governadora Yeda Crusius até que seja apreciado, pela 4ª Turma do tribunal, o mérito do recurso da defesa de Yeda. Não há data definida para o julgamento.
O juiz Loraci ouviu na sexta-feira, também por videoconferência, uma testemunha de defesa e a ré de mais uma ação penal originada da Operação Rodin. Para o magistrado, este caso deve ter sentença ainda neste ano. Ele não divulgou o nome da ré. Em maio, a Justiça Federal de Santa Maria emitiu sentença no processo principal oriundo da Rodin. Foram condenados 29 réus a penas variando de dois e 38 anos de prisão. O caso segue sendo analisado pela justiça em função dos recursos protocolados pelas defesas dos condenados.