O Departamento de Segurança e Execução Penal da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) abrirá uma sindicância para descobrir se a fuga de um detento, na tarde de sexta-feira, do presídio de Santa Cruz do Sul, foi falha humana ou estrutural. A polícia da cidade faz buscas ao detento Ernesto Afonso da Rosa, de 25 anos, que fugiu às 14h30min. Ele estava preso por homicídio e aproveitou o horário de sol para pular a cerca e correr para um matagal nas proximidades.
Segundo informações de um agente penitenciário, que preferiu não se identificar, havia no momento apenas dois policiais militares fazendo a guarda externa da penitenciária, que possui 535 detentos em regime fechado. Ainda conforme o servidor, estão de serviço somente seis funcionários da Susepe, o que também favoreceria as evasões. "É sempre assim. Quero acreditar que algum governo um dia aumente o efetivo", fala.
Conforme a assessoria de imprensa da Susepe, a nomeação dos 397 agentes formados em curso no início do mês já foi aprovada pela governadora Yeda Crusius. O que falta é apenas a publicação dos nomes no Diário Oficial do Estado. "Um muro iria conter quase 100% das fugas", analisa o funcionário público. E ampliar a guarda externa feita pela Brigada Militar também seria uma medida interessante.
Caso a sindicância entenda que a falta de um muro possibilita as fugas, que segundo o agente, acontecem pelo menos uma vez por mês, pode ser iniciado processo de licitação.
Susepe abrirá sindicância para investigar fuga em presídio de Santa Cruz
Construção de muro para substituir cerca de arame não está descartada<br />