Polícia

Susepe quer transferir líderes de rebelião para Guaíba

Detentas do Madre Pelletier se negam a sair e situação segue tensa em Porto Alegre

Líderes de rebelião no Madre Pelletier devem ir para Guaíba
Líderes de rebelião no Madre Pelletier devem ir para Guaíba Foto : Alexandro Auler / AE / CP
Após quatro horas de negociação, a rebelião de detentas no Presídio Feminino Madre Pelletier, zona Sul de Porto Alegre, ainda não havia terminado até o fim da tarde desta quinta-feira. Segundo a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), nove presas consideradas líderes do motim na Ala E devem ser transferidas para a Penitenciária Feminina de Guaíba, às margens da BR 116, mas se negam a colaborar.

Por volta das 17h30min, as presas aceitaram negociar e começaram a descer para o pátio, mas decidiram retornar para as celas. A rebelião teria começado depois que agentes apreenderam uma sacola com maconha e celulares dentro do pátio. Uma das detentas puxava o material para a cela quando foi flagrada.

Naquele momento, ocorria a visita de familiares ao presídio, que foi interrompida. Em represália, as apenadas atearam fogo em colchões. Por volta das 16h30min, o comandante das Patrulhas Especiais (Patres), unidade do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, major Francisco Vieira, chegou ao local para negociar e tentar apaziguar a situação.

Das janelas, elas gritavam para quem estava do lado de fora. "Ô, repórter, sai daí que vai ter tiro", dizia uma das presas às equipes de reportagem que fazem a cobertura da rebelião. Participam da negociação o diretor-adjunto do Departamento de Segurança e Execução Penal, Alberi Pereira, o promotor e o juiz da Vara de Execuções Criminais (VEC),Gilmar Bortoloto e Luciano Pretto, respectivamente. A avenida Teresópolis está bloqueada no sentido Centro-bairro.

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