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Suspeito de deixar corpo em mala na rodoviária de Porto Alegre foi condenado por matar e concretar mãe em 2015

Homem foi preso na noite de quinta-feira

Homem foi preso na noite de quinta-feira
Homem foi preso na noite de quinta-feira Foto : Polícia Civil / CP

O suspeito de esquartejar uma mulher e deixar parte do corpo dela dentro de uma mala na rodoviária de Porto Alegre foi condenado, em 2018, por matar e concretar a própria mãe em um apartamento no bairro Mont'Serrat, em 2015. Ricardo Jardim, de 66 anos, foi preso na noite de quinta-feira, em uma pousada no bairro São João. A informação foi divulgada nesta manhã pela Polícia Civil.

Por matar a mãe, ele recebeu pena de 28 anos de prisão. Conforme o Ministério Público, a motivação desse crime foi econômica. "A vítima usufruía do seguro de vida do falecido marido, no valor de R$ 400 mil, do qual o filho se apossou após o crime. Ela tinha 76 anos e foi morta com 13 facadas nas costas”, destacou o MP, na época dos fatos.

No julgamento, o réu confessou que ocultou o cadáver, mas negou a morte. Segundo ele, a mãe se suicidou. Jardim foi considerado culpado por três crimes: homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e meio cruel), ocultação de cadáver e posse de arma.

Em 2024, progrediu ao regime semiaberto, sendo considerado foragido desde abril do mesmo ano.

Filmado na rodoviária

De acordo com a investigação, o criminoso residia em uma pousada, no bairro São Geraldo. Ele era vizinho da vítima, com quem mantinha um relacionamento amoroso há seis meses. Após deixar o corpo na rodoviária, onde foi gravado por câmeras de segurança, se mudou para outra pousada, no bairro São João. Acabou sendo preso ali.

“Foi o crime mais difícil que já investiguei. Analisamos mais de 34 câmeras de segurança até rastrear o suspeito. Ele se expôs de propósito ao ir na rodoviária. Além disso, fez denúncias falsas. Tudo para afrontar as autoridades”, disse o diretor do Departamento de Homicídios (DHPP), delegado Mario Souza.

Ocorre que, em determinado momento, o criminoso adquiriu bebidas alcoólicas em um comércio. Ali, ele tirou a máscara e teve o rosto captado por uma câmera de monitoramento.

“Tínhamos o rosto dele, mas não sabíamos a identidade. O nome foi confirmado por pessoas que o conheciam na pousada”, destacou Souza.

Quem é a vítima

Foi identificada como Brasilia Costa, de 65 anos, a vítima de esquartejamento. Ela trabalhava como manicure e era natural de Arroio Grande. O irmão é sargento da Brigada Militar, da reserva.

A mulher era vizinha do criminoso, que residia em uma pousada no bairro São Geraldo. Os dois mantinham relacionamento amoroso há seis meses.

Segundo a investigação, após o crime, o homem utilizou o celular da namorada para mandar mensagens aos parentes dela e fingia ser a mulher. Por isso, o desaparecimento não foi registrado.

Motivação financeira

O titular interino da 2ª DHPP, delegado André Freitas, afirmou que o preso estava foragido desde abril do ano passado. Nesse intervalo de tempo, era sustentado com a ajuda da namorada, apesar de ter formação como publicitário. A suspeita é que o crime tenha sido cometido por motivação financeira.

"Acreditamos que o criminoso agiu com motivações financeiras. Ele estava foragido, ou seja, em uma situação complicada para ganhar dinheiro. Sabemos que a mulher fez transferência de valores ao companheiro durante todo o relacionamento. Além disso, depois do crime, o homem ainda realizou saques bancários com os cartões da vítima”, destacou Freitas.

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