Polícia

Tentativa de inocentar ex-vice-cônsul português não convence MP

Foragido é procurado pela Interpol, acusado de desviar R$ 2,5 mi de arquidiocese

Depois de examinar uma carta encaminhada a Justiça, na qual uma mulher se diz funcionária do governo português e assume a responsabilidade pelo suposto desvio de R$ 2,5 milhões da Arquidiocese de Porto Alegre, o Ministério Público do Estado (MP) garantiu que o documento não serve como prova para inocentar o ex-vice-cônsul de Portugal, Adelino Vera Cruz Pinto, acusado de estelionato. A afirmação é do promotor Fabiano Dallazen

A carta, escrita à mão, detalha que o ex-vice-cônsul foi vítima de um golpe. Teresa Falcão diz ser ex-namorada de Pinto e, com a ajuda de uma amiga, ela teria recebido o dinheiro repassado pela igreja católica como garantia para viabilizar a reforma de templos no Rio Grande do Sul.

“Isso me parece mais uma tentativa esdrúxula de se esquivar da responsabilidade”, afirmou o promotor Dallazen. Com prisão preventiva mantida, após ter o pedido de habeas corpus negado, Adelino Pinto permanece como foragido da Justiça.

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