Polícia

Três pessoas são presas por forjar sequestro de colombiano em Canoas

Conforme a Polícia Civil, os envolvidos tetavam extorquir o chefe, também colombiano, de um dos presos

Policiais vigiam os  suspeitos (dentro da viatura)  de participação no esquema
Policiais vigiam os suspeitos (dentro da viatura) de participação no esquema Foto : Polícia Civil / CP


Três pessoas foram presas durante operação deflagrada pela Delegacia de Roubos e Extorsões do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os três são suspeitos de envolvimento no golpe do “falso sequestro” e foram capturados em Porto Alegre e Canoas.

Conforme a polícia, chegou ao conhecimento da equipe de investigação que uma vítima de nacionalidade colombiana teria sido sequestrada ao sair de um CFC de Canoas, no sábado (10), e estaria sendo mantida em cativeiro pelos sequestradores. Estes, por sua vez, estavam cobrando a transferência de valores do chefe da vítima para libertação de seu funcionário, também colombiano.

Com base em provas obtidas e por conta das ameaças de morte à vítima, as equipes de investigação, com auxílio das análises do serviço de inteligência, conseguiram identificar que as extorsões partiam do aparelho celular do próprio sequestrado.

Diante da constatação, a polícia conseguiu identificar uma primeira suspeita do crime, que receberia os valores do resgate, e efetuou a prisão em flagrante ainda no sábado, em Canoas.

Na sequência, foram identificados mais dois indivíduos envolvidos no crime, bem como os veículos utilizados. No domingo pela manhã, os policiais conseguiram localizar um dos carros e, ao abordá-lo, confirmaram o envolvimento de um dos suspeitos, bem como a relação entre o suspeito e a suposta vítima, forjando um falso sequestro para extorquir seu empregador e outros amigos.

Ambos os suspeitos foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Polícia para os procedimentos de praxe. Segundo a Delegada responsável pela investigação, Isadora Galian, as ações foram resultados de um trabalho de investigação criminal qualificada e inteligência policial, que contou com estratégias organizadas para identificar, localizar e prender os autores, bem como conseguir a libertação da suposta vítima mantida em cativeiro há mais de 36h.

Ainda conforme a Polícia Civil, as investigações permanecem em andamento, no intuito de tornar mais robustas as provas já elencadas, além de identificar e prender os demais autores do crime.

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