Na segunda-feira, foram colocados os móveis para abrigar os detentos. O número de vagas ainda é insuficiente para acabar com o caos no sistema penitenciário, que precisa de pelo menos 400 lugares nos regimes aberto e semiaberto. Contudo, a medida começa a desafogar os albergues.
A superlotação evitou que a Justiça desse progressão de regime a 400 presos. Em março, conforme a assessoria de imprensa da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), 288 vagas devem ser liberadas com o término das reformas no albergue Miguel Dario, em Porto Alegre, no Instituto Penal de Viamão e na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas. Todas as vagas serão destinadas a detentos do sexo masculino.
Avanços também são previstos para as mulheres do sistema penitenciário gaúcho. No início de março ocorre a nomeação de aproximadamente 130 servidoras que trabalharão no presídio feminino de Guaíba. Já foi feita a vistoria do prédio por técnicos da Caixa Federal e os problemas com o abastecimento de água foram resolvidos. Falta ainda mobiliar o local, que abrigará 432 presas. A primeira medida será a transferência de parte das apenadas da Penitenciária Modulada de Montenegro e da penitenciária Feminina Madre Pelletier.