O Tribunal do Júri da Comarca de Santo Antônio da Patrulha condenou o acusado de ser executor da morte a tiros do empresário mineiro Samuel Eberth de Melo, ocorrida em junho de 2023, no município da Região Metropolitana. O réu Diego Gabriel da Silva teve pena definida em 23 anos e 5 meses de reclusão e mais 1 ano de detenção, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, para assegurar a impunidade de outro delito e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Já o acusado Welington Luiz Rodrigues da Silva foi absolvido pelos jurados do crime de homicídio qualificado, conforme pedido do próprio Ministério Público, responsável pela acusação, mas foi condenado pelo crime de ocultação de cadáver. A pena é de 1 ano e 15 dias de prisão no regime aberto.
O julgamento foi presidido pelo Juiz de Direito Rafael Gomes Cipriani Silva, da 1ª Vara Judicial da Comarca patrulhense. O magistrado determinou na sentença a manutenção da prisão do réu Diego, que não poderá recorrer em liberdade. Durante o plenário foram ouvidas quatro testemunhas e os acusados, em interrogatório.
Atuaram pela acusação os Promotores de Justiça Claudio Rodrigues Araújo e Leonardo Giardin de Souza, e os Assistentes de Acusação Advogados Daniel Kessler de Oliveira, Eduardo Bohn Martins e Luciano Iob. A defesa dos réus ficou a cargo dos Advogados Jean de Menezes Severo, Isaac Henrique da Silva Mello, Caroline Molin de Andrade e Ariel Garcia Leite.
Caso
Conforme a denúncia do MPRS, a motivação do crime estaria ligada a transações comerciais fraudulentas, além da intenção de garantir impunidade por crimes anteriores, como estelionato. A vítima, atuante no ramo de revenda de veículos, teria sido atraída ao Rio Grande do Sul sob o pretexto de resolver questões comerciais, mas acabou sendo executada com múltiplos disparos de arma de fogo, que atingiram cabeça, tórax, abdômen e braço, em uma propriedade na zona rural de Santo Antônio da Patrulha.
O crime, ainda de acordo com a denúncia, teria acontecido no dia 2 de junho de 2023. O corpo do empresário teria sido depois ocultado, coberto com vegetação e entulhos, em uma área de declive, e encontrado oito dias mais tarde a partir de informação anônima.